Paisagens Sustentáveis da Amazônia
NOTÍCIAS | OUTUBRO DE 2018
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Queridas e queridos colegas,
A equipe do Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL em inglês), com alegria, compartilha a nossa primeira newsletter. A plataforma traz informações sobre os projetos nacionais, as lições aprendidas, os eventos de troca de conhecimento e outros recursos que colaboram para a conservação e o desenvolvimento sustentável da região amazônica.
Com o comprometimento de US$ 113 milhões do
Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF em inglês) e expectativa de uma contrapartida de pelo menos US$ 680 milhões, o ASL tem como objetivo proteger significante biodiversidade da Amazônia, além de implementar políticas de promoção do uso sustentável da terra e restauração da cobertura vegetal nativa. O ASL acredita que se: i) uma área adequada da Amazônia é conservada sob diversos regimes (áreas protegidas e territórios indígenas); ii) a agricultura, as terras degradadas e as terras florestais são manejadas de forma sustentável e com tolerância zero ao desmatamento ilegal; iii) as políticas e estratégias nacionais apoiam o desenvolvimento sustentável que minimiza o desmatamento e a perda de serviços ecossistêmicos; e iv) a capacidade e a cooperação regional são melhoradas entre os principais atores, então a proteção da biodiversidade da Amazônia e a integridade do seu ecossistema podem ser alcançadas.
O programa inclui quatro projetos nacionais no Brasil, Colômbia e Peru, e um projeto de coordenação regional. No final de 2017, os projetos foram aprovados pelo Conselho do GEF e, agora, as equipes iniciaram as suas implementações.
Apresentamos um resumo de cada projeto aqui. Juntos, eles buscam melhorar a gestão de 82 milhões de hectares de paisagens, promover práticas de manejo sustentável da terra em 8,5 milhões de hectares e dar suporte a ações que vão ajudar a reduzir as emissões de CO2 em 166 milhões de toneladas. Tais metas podem ser alcançadas por meio do esforço colaborativo dos governos dos países, dos parceiros nacionais e internacionais e das agências implementadoras do GEF: o Grupo Banco Mundial—como agência líder—o Fundo Mundial da Natureza (WWF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Por meio desta newsletter, compartilharemos o andamento do programa e daremos destaque a estórias inspiradoras. Por favor, fique à vontade para contribuir conosco.
Agradecemos pelo apoio,
Equipe do ASL
Créditos dos fotógrafos (esq. para dir.): Marizilda Cruppe, Walter Wust, Giulianna Camarena
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Lista de Notícias
(veja abaixo para mais detalhes)
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- Conferência Anual do ASL
- ASL na Assembleia do GEF
- ASL lança vídeo do programa
- Acre, no Brasil, compartilha lições com outros países do ASL
- Camponeses colombianos conservam e restauram a floresta em Guaviare
- Uma plataforma para medir o valor econômico dos serviços ecossistêmicos da Amazônia
- Seminário sobre corredores de conectividade para conservar a biodiversidade
- Patrimônio do Peru é apresentado no Dia das Florestas, Alimento e Terras do GCAS
- Expansão do Parque Nacional Chiribiquete na Colômbia
- Governadores do Amazonas assumem compromisso para combater mudanças climáticas e desmatamento
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Reunindo a equipe – A primeira Conferência Anual do ASL
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Em maio de 2018, o ASL realizou a primeira conferência anual em Iquitos, no Peru. Participaram da reunião representantes dos governos do Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia, e de ONGs e agências doadoras nacionais e internacionais, além das equipes do Banco Mundial, WWF e PNUD. A conferência promoveu a troca de conhecimento e de experiências para melhorar a conservação da biodiversidade e a gestão sustentável das paisagens amazônicas, além de iniciar uma construção coletiva para a preparação da segunda fase do ASL. Foram identificadas futuras ações para trocas e colaborações em temas específicos, dando continuidade ao fortalecimento das redes de contato e das melhorias de conectividade na Amazônia.
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ASL é destaque em Assembleia do GEF
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Durante a sexta edição da Assembleia do GEF em Da Nang, Vietnã, em junho de 2018, o ASL realizou e participou de duas atividades importantes.
Um evento paralelo com
o nome do programa, organizado pelo Banco Mundial, WWF e PNUD, forneceu uma visão geral do ASL e a parceria com os governos, os doadores e as agências implementadoras, e foi seguido de um bate-papo enriquecedor e construtivo. O ASL participou ainda
da mesa redonda para as bacias da Amazônia e do Congo organizada pelo GEF. A ocasião reuniu representantes dos países, pesquisadores e acadêmicos para compartilhar experiências em manejo sustentável de florestas e em princípios de inclusão da gestão da biodiversidade em setores que levam ao desmatamento.
Um progresso significativo foi feito na gestão de áreas protegidas e paisagens das florestas gerando benefícios econômicos locais. No entanto, há um significativo aumento das ameaças para a manutenção da integridade ecológica e da conectividade das paisagens por meio do bioma. Os participantes concordaram que direcionar essas ameaças e manejar os recursos amazônicos para alcançar benefícios requer um trabalho conjunto de todos os interessados, desde a comunidade local e os povos indígenas, por meio dos ministérios setoriais, até as organizações internacionais, e de todos os tipos de fronteiras entre e com os países. O grupo também discutiu que compartilhar a gestão dos recursos de água natural requer uma atenção renovada. Finalmente, há um consenso na qual a gestão da Amazônia deve incluir encontrar uma saída da pobreza para 34 milhões de pessoas que dependem do capital natural para o seu bem-estar atual e futuro.
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Vídeo: Amazônia - Unindo forças para proteger a maior floresta tropical do mundo
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O novo vídeo do Programa ASL foi apresentado na Assembleia do GEF, no Vietnã. Destacando a biodiversidade da floresta, as imagens mostram as ameaças para a Amazônia e como Brasil, Colômbia e Peru juntaram-se para proteger este vasto e diverso ecossistema, apoiando as comunidades e garantindo a conectividade da paisagem. O material também está disponível em
espanhol e
inglês.
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O Acre está experimentando o renascimento das florestas e gerando benefícios para a população. O estado tornou-se exemplo bem-sucedido de controle do desmatamento, restauração de áreas degradadas e inclusão econômica. As lições acreanas sobre como reduzir o desmatamento em toda a jurisdição ao mesmo tempo em que aumenta o desenvolvimento econômico sustentável e melhora a qualidade de vida da população são valiosas para os governos e as empresas.
Em março, o ASL organizou uma visita de intercâmbio de conhecimento para aprender essas boas práticas de manejo dos recursos naturais. Representantes governamentais dos países amazônicos Colômbia e Peru presenciaram em primeira mão como o Projeto de Inclusão Social e Econômica e Desenvolvimento Sustentável no Acre (PROACRE), apoiado pelo Banco Mundial, trabalha junto às comunidades isoladas e marginais para proporcionar serviços de saúde, assistência técnica e ferramentas, bem como suprimentos para a agricultura de pequena escala e iniciativas de conservação florestal. Na oportunidade, foi promovida uma visita ao complexo de piscicultura Peixes da Amazônia, uma parceria público-privada e comunitária que trabalha com uma das maiores cadeias produtivas do Acre, a do peixe. A COOPERACRE, cooperativa com mais de 3 mil produtores de castanha-do-pará, borracha, palmito e polpa de frutas, apresentou aos visitantes lições sobre o processamento e a comercialização para mercados nacionais e internacionais.
O ASL ampliará as atividades com base nessas lições e dará oportunidade para que outros beneficiários participem das visitas.
Foto: Angela Peres
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No departamento de Guaviare, na Amazônia colombiana, 362 famílias de camponeses participam ativamente da conservação e restauração da floresta para neutralizar o desmatamento que ameaça a conectividade ecológica entre a floresta dos Andes e a Amazônia. Essas famílias são beneficiárias do projeto ASL na Colômbia “
Conservação Florestal e Sustentável no Coração da Amazônia”, que tem como objetivo prevenir o desmatamento de 9,1 milhões de hectares enquanto oferece alternativas às comunidades locais para melhorar a qualidade de vida e fortalecer processos organizacionais. Com a participação de várias organizações e seguindo um processo participativo, as famílias assinaram um acordo para conservar a floresta nas suas fazendas e alocar hectares para o projeto de agrofloresta. Em troca, eles recebem treinamento, insumos e incentivos econômicos. Este é um processo inovador que se mantém com uma rede ampliada de beneficiários e várias lições para experiências semelhantes com o objetivo de promover a participação da comunidade na conservação.
Foto: Instituto SINCHI
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Medindo o valor econômico dos serviços ecossistêmicos da Amazônia
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O Banco Mundial, com o apoio financeiro do Ministério Norueguês do Clima e do Meio Ambiente, desenvolveu uma plataforma de valoração que busca expandir e melhorar o conhecimento empírico sobre o valor dos serviços ecossistêmicos locais e regionais proporcionados pela floresta amazônica. A plataforma oferece conhecimento espacialmente explícito sobre um subconjunto de valores dos serviços ecossistêmicos (incluídos os produtos florestais madeiráveis e não-madeiráveis, biodiversidade, serviços hidrológicos, reservas de carbono) e sobre as mudanças nos valores devido à perda da cobertura florestal. Esta ferramenta foi apresentada pelo Dr. Jon Strand em uma reunião virtual organizada pelo ASL, em julho de 2018, na sede do Banco Mundial em Washington, nos Estados Unidos.
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Corredores de conectividade para conservação da biodiversidade
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Os países membros do Programa ASL participaram do seminário de três dias
“Ampliação da Conectividade: quais os critérios para estabelecer Corredores Ecológicos por meio da Restauração e Gestão da Paisagem?” O evento buscou melhorar as sinergias entre as iniciativas existentes na América do Sul, com ênfase na Amazônia brasileira, colombiana e peruana e a Mata Atlântica brasileira, argentina e paraguaia.
Apesar de terem sido realizados importantes esforços para estabelecer e proteger áreas ecológicas estratégicas, muitas destas áreas ainda se encontram dentro de uma paisagem fragmentada e degradada. Conectar e gerenciar as áreas protegidas com as paisagens produtivas vizinhas de forma integrada e sustentável fomentará a sobrevivência e a viabilidade ecológica de muitas espécies na região do Amazonas, bem como em outras florestas do continente. Durante o seminário, participantes da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Paraguai e Peru ressaltaram a importância de promover esta conectividade tanto do ponto de vista da biodiversidade como do ponto de vista cultural, socioeconômico, climático, entre outros. O ASL apoiará esses esforços na bacia amazônica.
O seminário identificou os seguintes elementos-chave para fomentar a conectividade: (i) envolver as comunidades locais, inclusive em questões socioeconômicas; ii) adotar a perspectiva da governança participativa; iii) utilizar a comunicação e o diálogo como ferramentas de mobilização social; iv) fomentar uma combinação de políticas, maximizando as sinergias e minimizando conflitos; v) promover associações públicas, privadas e acadêmicas; vi) integrar a gestão da paisagem nos países; vii) desenvolver uma plataforma online para compartilhar dados e lições aprendidas; e viii) aumentar a resiliência e a segurança socioecológica para as pessoas que vivem na Amazônia.
O seminário foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil, com o apoio do Banco Mundial, do Ministério Federal Alemão de Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e pela Universidade de São Paulo, que recebeu o evento na capital paulistana, no período de 5 a 7 de dezembro de 2017.
O comunicado completo do seminário estará disponível ao público até o final de novembro de 2018
no site do Conecta.
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Notícias dos países do ASL:
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Patrimônio do Peru é apresentado no Dia das Florestas, do Alimento e da Terra do GCAS
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No dia 12 de setembro,
Dia da Floresta, do Alimento e da Terra da Cúpula Global de Ação Climática, o projeto ASL “Assegurar o futuro das áreas naturais protegidas do Peru”, implementado pelo governo peruano com o WWF como agência GEF, foi apresentado durante o evento “Trabalhando Juntos: uma Coalizão de atores não-estatais que apoiam o Peru para garantir benefícios climáticos”. O projeto dará suporte à iniciativa público-privada de múltiplos parceiros conhecida como Patrimônio do Peru (PdP), que tem como meta desenvolver um modelo inovador para a sustentabilidade financeira do Sistema Nacional de Áreas Protegidas. O modelo permitirá fortalecer até 2028 o manejo de quase 17 milhões de hectares em 38 áreas protegidas na Amazônia peruana. A ministra do Meio Ambiente do Peru, Fabiola Muñoz Dodero, afirmou que o objetivo é gerar financiamento necessário para alcançar uma gestão estratégica e efetiva das áreas protegidas de forma que possam oferecer serviços ecossistêmicos, conservar os ecossistemas representativos do Peru e garantir o bem-estar das comunidades que vivem dentro e ao redor dessas áreas. A diretora executiva do GEF, Naoko Ishii, destacou o compromisso da organização com este objetivo, ressaltando amplamente que o apoio à região amazônica reúne tanto a missão do GEF como administrador de bens comuns globais e como com o mecanismo financeiro para as convenções do Rio.
Foto: SERNANP
Leia mais sobre o evento:
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Expansão do Parque Nacional Chiribiquete da Colômbia, o maior parque nacional do mundo que protege uma floresta tropical
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Em julho de 2018, a área do Parque Nacional Natural de Chiribiquete foi expandida formalmente de 2,7 milhões para 4,27 milhões de hectares, convertendo-se no primeiro parque colombiano a ser declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, um reconhecimento do “valor universal excepcional” para a natureza e a humanidade. A ampliação de Chiribiquete fortalecerá a integridade ecológica dos ecossistemas da área e os corredores de vida silvestre vizinhos; preservará áreas de riqueza arqueológica incalculável; conservará os territórios habitados por comunidades indígenas voluntariamente isoladas; e continuará oferecendo serviços ecossistêmicos que respaldem os meios de subsistência das comunidades que vivem em áreas adjacentes. Como indica
o anúncio do Ministério de Meio Ambiente da Colômbia
, este relevante acontecimento é resultado de um longo processo guiado pelo forte compromisso do governo nacional com respaldado de organizações regionais, nacionais e internacionais, incluindo os doadores do ASL. Um esforço colaborativo de várias entidades e projetos, incluindo o projeto ASL Colômbia “Conservação de Florestas e Sustentabilidade no coração da Amazônia colombiana”, permitirá melhorias na efetividade da gestão do parque.
Foto: Parques Nacionais Naturais da Colômbia.
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Governadores da Amazônia comprometem-se a combater mudanças climáticas e desmatamento
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